Rebeca Ramos
Voltar ao blog
psicologiapsicoeducaçãoterapia cognitivo-comportamental

Ansiedade e Depressão

Entenda sintomas de ansiedade e depressão e como a TCC pode ajudar sem reduzir sua história, seu contexto e suas possibilidades a um diagnóstico.

Rebeca RamosPublicado em

O que você pensa? Como você se sente? O que você faz?

Essas três perguntas fundamentais guiam o entendimento de como nos posicionamos no mundo. Altos e baixos emocionais fazem parte da vida cotidiana, e você pode notar que, quando está sob estresse, os sintomas tendem a se intensificar.

A psicoterapia, pode te ajudar a desenvolver habilidades para compreender suas emoções e a refletir, com base nas suas metas terapêuticas, sobre novas formas de lidar com a realidade. Se você luta contra ansiedade, depressão ou emoções desconfortáveis, indesejáveis e perturbadoras, a abordagem da TCC pode oferecer ferramentas valiosas para esse enfrentamento.

Para compreender esses quadros, é fundamental observar que os manuais diagnósticos buscam padronizar a comunicação clínica, mas a experiência de cada pessoa é atravessada por sua individualidade, sua realidade social e econômica.

Depressão

No DSM 5, a investigação do Transtorno Depressivo Maior exige a presença de pelo menos cinco sintomas por duas semanas, sendo que um deles deve ser, obrigatoriamente, o humor deprimido ou a perda de interesse e prazer. A CID 11 segue uma linha muito próxima, focando no Episódio Depressivo. Os sintomas principais incluem:

  1. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias.
  2. Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades.
  3. Alterações significativas no peso ou no apetite, seja por redução ou aumento.
  4. Distúrbios do sono, como insônia (pouco sono) ou hipersonia (muito sono), quase diariamente.
  5. Agitação ou retardo psicomotor observável por outras pessoas.
  6. Fadiga ou perda de energia constante.
  7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva.
  8. Capacidade diminuída para pensar, concentrar-se ou tomar decisões.
  9. Pensamentos recorrentes sobre morte, ideação suicida ou tentativas de suicídio. Na CID 11, enfatiza-se que esses sintomas devem representar uma mudança no funcionamento prévio do indivíduo e causar sofrimento significativo, sempre considerando que as manifestações podem variar conforme o suporte social disponível.

Ansiedade

Embora existam vários transtornos ansiosos, o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é a referência central para os sintomas de ansiedade persistente em ambos os manuais. De acordo com o DSM 5 e a CID 11, os sintomas envolvem:

  1. Ansiedade e preocupação excessivas sobre diversos eventos ou atividades, ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos seis meses.
  2. Dificuldade em controlar a preocupação, que se torna invasiva.
  3. Inquietude ou sensação de estar com os nervos à flor da pele.
  4. Cansaço fácil ou fadiga.
  5. Dificuldade em concentrar-se ou sensações de branco na mente, esquecimento. Irritabilidade, que pode ser influenciada por fatores externos e estressores cotidianos.
  6. Tensão muscular persistente.
  7. Perturbação do sono, como dificuldade em adormecer ou sono insatisfatório. A CID 11 destaca que, além desses pontos, a ansiedade costuma vir acompanhada de sintomas somáticos, como palpitações ou sudorese, e uma apreensão constante de que algo terrível possa acontecer. É importante notar que a intensidade desses sintomas é modulada pelas oportunidades de vida e pelo contexto em que a pessoa está inserida.

Para compreendermos esse processo, observamos três componentes das experiências emocionais: o cognitivo, que envolve o nosso mental; o fisiológico, que se manifesta no nosso corpo; e o comportamento, que reflete as nossas ações e o que fazemos diante das situações.

Continue lendo

Outras reflexões

psicologia

Inteligência Artificial

Uma reflexão sobre os limites da inteligência artificial no cuidado emocional e a importância dos vínculos humanos e do acompanhamento profissional.

Ler artigo